A Casa de Axé Alá Deí (Ilé Àṣẹ Alá Déí)

Nossa História

A Ilé Àṣẹ Alá Déí foi fundada em 12 de outubro de 1953, na Rua Dr Heitor Vicente Viana, nº 80 - Distrito de Amado Bahia, Município de Mata de São João - BA, onde permanece até os dias de hoje.

Foto antiga da fachada da Casa

Grande da Ilê Axé Alá Déí

Sua fundação foi realizada pela Ìyálórìṣà Raimunda de Gu (Ògún), Rombona do Ilé Àṣẹ Alá Gemi, uma casa muito antiga e ativa ainda nos dias de hoje localizada na Rua Boqueirão no Bairro Nordeste de Amaralina, em Salvador - BA. Atualmente a Ilé Àṣẹ Alá Déí é dirigida pelo Bàbáláṣẹ Paulo Ayrà e pelo Bàbálórìṣà Daniel Òṣàlúfọ́n e tem como Ìyá Kékeré (Mãe Pequena) Adélia Ọmọlu. Para conhecer as raízes da nossa casa, várias pesquisas foram realizadas, principalmente com os nossos mais velhos, sempre nos preocupando com a veracidade dos depoimentos.

Vamos contar essa história até onde nossas pesquisas conseguiram alcançar, desde a vinda de Ìyálórìṣà Marcolina, uma africana trazida a Salvador - BA - Brasil como escrava, até os dias atuais.

 

Nossas Raízes

Bàbáláṣẹ Paulo Ayrà - Árvore Genealógica


A Ìyálórìṣà Gerônima Ṣàngó, juntamente com o Ọ̀gá João Muringuinha Ọ̀ṣọ́ọ̀sì e o Ọ̀gá João Crisóstomo Ọmọlu, quem iniciaram o Bàbáláṣẹ Paulo Ayrà.

Ìyálórìṣà Gerônima Ṣàngó

Era a Rombona do Ilê Axé Alá Deí. Também era conhecida como Miúda de Ṣàngó. Negra, alta e magra, com a voz grossa e de um coração maravilhoso, porém muito desastrada. Foi a primeira Ìyáwó iniciada pela Ìyálórìṣà Raimunda. Tinha duas filhas biológicas iniciadas na Ilé Àṣẹ Alá Déí.

Ọ̀gá João Muringuinha Ọ̀ṣọ́ọ̀sì

Era baixinho, magro e carrancudo, muito sério e  não admitia brincadeiras, porém era educado, gentil e solícito. Tinha sempre a solução para tudo, ou quase tudo. Exímio conhecedor dos segredos do Àṣẹ e das folhas. Tinha uma sabedoria extraordinária em se tratando dos Òrìṣà e do idioma Yorùbá. Tocava, cantava e era um excelente mestre nos orò, fundamentos e sacrifícios animais. Foi escolhido por Vodun Gu para ser o Bàbá Kékeré (Pai Pequeno) da Ilé Àṣẹ Alá Déí. Morou e faleceu dentro do Alá Gemi. Teve uma morte trágica. Faleceu queimado em seu quarto em meio a muitos livros e cadernos com anotações sobre o Àṣẹ levando com ele todos os seus conhecimentos e sabedoria.

Ọ̀gá João Crisóstomo Ọmọlu

Era sobrinho de Ìyálórìṣà Raimunda e foi confirmado para ser Alágbè por Gu Déí. Homem de coração puro, alegre e extrovertido. Estava sempre a brincar com todos e gostava muito de tomar uma "branquinha", como assim chamava carinhosamente a Cachaça. Faleceu muito jovem. Era um excelente tocador de Atabaques. Era conhecido pelo orúkọ (digina) Ọmọlu Deji.


Bàbálórìṣà Daniel Òṣàlúfọ́n - Árvore Genealógica

A Ìyálórìṣà Marcolina Ọ̀ṣùn quem iniciou a Ìyálórìṣà Paulina Ọ̀ṣùn, que inicou a Ìyálórìṣà Maria Petronília do Espírito Santo Ọ̀ṣọ́ọ̀sì (Mãe Kundunga), que iniciou a Ìyálórìṣà Raimunda Gu, que iniciou o Bàbálórìṣà Daniel Òṣàlúfọ́n.


Ìyálórìṣà Marcolina Ọ̀ṣùn (Yèyé Òkè)


A data do seu nascimento bem como a de sua partida para o Ọ̀run não é exata. Algumas fontes nos revelam que ela viveu entre os anos de 1800 a 1910. Chegara ao Brasil com aproximadamente 16 anos de idade, ainda como escrava.


Alguns antigos dizem que seu verdadeiro nome era Eudóxia. Conhecida como Marcolina Santos devido na época a mesma ser escrava na propriedade da Família Santos. Também conhecida como Marcolina da Cidade de Palha, devido a sua Casa de Axé, após a libertação da escravidão, se localizar em um bairro de Salvador - BA, denominado Cidade de Palha (atual Bairro Cidade Nova), no qual existiam muitos casebres cobertos por palha. Muitos dizem que essas casas eram habitadas por leprosos, o que é uma inverdade. Na realidade no Bairro Cidade de Palha existia um Hospital para tratamento de pessoas com lepra, o Leprosário São Lázaro, mantido pelos Jesuítas, atual Cemitério Quinta dos Lázaros, onde acredita-se que seu corpo foi enterrado. Com a expulsão dos Jesuítas, os leprosos passaram a habitar muitos desses casebres, mas originalmente esses casebres eram habitados por pessoas sem a doença citada.


Ìyálórìṣà Marcolina nasceu na África, em Abẹ́òkúta, hoje capital do Estado de Ògún. Seu nome étnico era Ọ̀ṣùnwoyin. Era uma mulher negra alta e forte. Era sacerdotisa Ìgbómìnà de Ọ̀ṣùn. Os Ìgbómìnà são um dos grandes sub-grupos da nação Yorùbá. Era integrante da irmandade da Boa Morte, em Salvador - BA. Ajudou a fundar inúmeras Ilé Àṣẹ, que até hoje a infamam e renegam sua importância na fundação dessas casas, tentando levá-la ao esquecimento ou a difamação da sua pessoa e sua história, pelos fatos que serão narrados neste texto.


Após a abolição da escravidão, Ìyálórìṣà Marcolina passou a conviver com um Àlùfá africano, ex-escravo, que era iniciado para Òṣàálá. Os iniciados por Mãe Marcolina eram apresentados ao Culto de Ifá por seu marido. Tinha uma banca em que vendia na feira fato (bucho) de boi e moqueca de fato de boi. Era conhecedora do assunto, uma grande cozinheira.


Ìyálórìṣà Marcolina era uma sacerdotisa que seguia os conhecimentos religiosos da tradição de sua etnia e a do seu marido, não pertencendo a nenhuma Ilé Àṣẹ originado no Brasil. Iniciou muitos filhos, entre eles, o primeiro homem rodante iniciado, o Bàbálórìṣà Procópio de Ògún e foi muito criticada por esse fato, devido a homens rodantes não serem iniciados na época. Como não poderia deixar de ser, falava fluentemente o idoma Yorùbá.


Tinha uma personalidade muito forte e não era bem vista por outras sacerdotisas, porém sempre era solicitada a ajudá-las pelo seu vasto conhecimento religioso.


Embora não se importasse com a opinião de terceiros, era conhecida como "brigona". Era capaz de ir à casa da pessoa e chamá-la para briga. Por não querer seguir determinações das casas fundadas na Bahia, foi afastada do convívio das pessoas das outras casas, porém, muito respeitada pelo povo Jeje de Cachoeira, de Boa Ventura, São Félix e outras localidades. Era amiga das Ìyálórìṣà Dionísia e Pulchéria, entre outras.


A fama de "brigona", rendeu-lhe uma nota no jornal Diário de Notícias, em 9 de maio de 1905, em uma notícia policial tratando-a por Marcolina da Cidade de Palha, confirmada por outros jornais de Salvador:


"Candomblés - Moça louca - A polícia em ação - Cercos e capturas -  Uma procissão original


O boato de que no Candomblé enlouquecera uma rapariga de família, à qual fora propinada, como medicação, certa beberragem, célere chegou aos ouvidos do subcomissário do 1º distrito de Santo Antônio, a cujos limites pertence a Estrada das Boiadas. A referida autoridade, no intuito de averiguar o fato, anteontem, pela manhã, acompanhada do escrivão Esmeraldo Sutel, inspetor Amâncio Bacelar e de forças de cavalaria e infantaria de polícia, para ali se dirigiu, pondo cerco à roça em que funciona o nefando oráculo. Aproveitando o ensejo, o Sr. capitão José Estanislau Bahia, subcomissário, que teve ciência de existir no mesmo local outra casa de feitiçaria, cercou esta também. Muitos dos indivíduos que se achavam nas duas casas tiveram entretanto tempo de escapar, fugindo no número desses o Pagé Manuel Maneta. Aqueles a quem o santo de sua veneração não protegeu com uma dose mais forte de agilidade tiveram de cair, fatalmente, nas mãos da polícia. Feliz foi a mulata Hortênsia de tal, mãe de um dos terreiros, a qual, logo que viu cercado o templo em que oficia, caiu presa de um ataque de nervos, não sendo presa por isso. Efetuadas diversas prisões, tratou a polícia de dar busca às casas arrecadando um verdadeiro arsenal de bugigangas: contas, cajados, búzios, um vaso com uma bebida a que dão o nome de jurema, pós de diversas qualidades, perus, 2 galos brancos, 2 cabras, etc.. Cercada de pratos de barro com azeite, foi encontrada também uma imagem 274 de Nossa Senhora da Conceição. Findo o trabalho da apreensão, organizou-se então um préstito original; na frente da escolta, um indivíduo empunhando um bandeira branca, ornada de penas e pés de galinha, búzios, obis, órobôs, etc. Em seguida, como que o acolitando, os demais presos, sobraçando atabaques de todos os tamanhos, agôgôs e outros pertences da feitiçaria arrecadados. No fim, as duas forças de polícia, em guarda de honra ao carnavalesco cortejo. Essa ridícula procissão percorreu diversas ruas do distrito de Santo Antônio, por entre a chacota de quantos afluíram às janelas e aos pontos de seu trajeto, até a estação policial, onde foi recolhida com todo o pessoal que carregava as charolas. A autoridade policial abriu inquérito a fim de descobrir a verdade sobre o fato propalado da loucura da moça, que deu motivo ao cerco, constando chamar-se ela Eudóxia, e já se achar, em continuação do tratamento, no candomblé de uma tal Marcolina, na Cidade de Palha, 2º Distrito de Santo Antônio."


A afirmação, claro, sensacionalista e infundada citada em parte do texto acima "... no Candomblé enlouquecera uma rapariga de família, à qual fora propinada, como medicação, certa beberragem.." foi noticiada exatamente porque Ìyálórìṣà Marcolina não aceitava desaforos de quem quer que fosse, mesmo se tratando de uma autoridade policial.


Ìyálórìṣà Paulina Ọ̀ṣùn


Nascida em Salvador - BA, mudou-se para o Rio de Janeiro - RJ já adulta como Ìyálórìṣà, após iniciar vários filhos e filhas em Salvador - BA. Ajudou a Ìyálórìṣà Aninha, fundadora do Ilé Àṣẹ Òpó Afonjá em Salvador - BA e Rio de Janeiro - RJ, a iniciar vários filhos e filhas no Ilé Àṣẹ Òpó Afonjá no Rio de Janeiro - RJ. No ano de 1935, antes da sua última viagem de volta a Salvador - BA, Ìyálórìṣà Aninha chamou as filhas mais chegadas e atribuiu os encargos, entre eles o de Ìyálórìṣà Paulina. Disse ela: “Você, Paulina, fica com a Agripina para jogar (os búzios) quando ela precisar, foi para isto que te ensinei." Este encargo provocou ciúmes, de tal maneira que a primeira filha de santo se afastou da casa, sem cumprir as ordens de Ìyálórìṣà Aninha.


Ìyálórìṣà Maria Petronília do Espírito Santo Ọ̀ṣọ́ọ̀sì (Mãe Kundunga)

Nascida em Salvador - BA, era uma mulher negra, alta e forte. Era avantajada fisicamente, cabelos grisalhos e olhos cor de mel. Dizem que não era provida de muita beleza. Era educada, calma e tratava a todos com seriedade e respeito, mas se ofendida ou provocada se transformava. Era boa de briga e não levava desaforo. Era direta, o que tinha que sentia falava sem constrangimento a quem quer que fosse. Segundo alguns dos nossos mais velhos, crianças na época, ela não lhes dava muita atenção pois não era dada a brincadeiras com crianças, porém, não os maltratavam.

Era muito conhecida por todos no Nordeste de Amaralina e bairros vizinhos e muito respeitada e procurada quando o assunto era Candomblé. Na época era a única Ìyálórìṣà do Nordeste de Amaralina.

Defendia o sincretismo religioso e era devota fervorosa de São Jorge, tanto que todos os anos acontecia um cortejo (procissão) que saia do Ilé Àṣẹ Alá Gemi percorrendo as ruas do Nordeste de Amaralina em direção a Igreja Nossa Senhora da Luz, no bairro da Pituba.

Ìyálórìṣà Raimunda Gu

Nascida em 04 de agosto de 1934. Era uma mulher negra muito bonita de estatura mediana com atributos físicos avantajados. Muito séria, era uma mulher de poucas palavras. Não gostava de brincadeira e o seu olhar por si só já impunha respeito. Quem não a conhecia sentia até medo da sua presença.

No ano de 2002, a Ìyálórìṣà Raimunda teve seu primeiro AVC. Chamou o Bàbáláṣẹ Paulo dizendo-lhe que após o seu falecimento a responsabilidade e a condução da Ilé Àṣẹ Alá Déí  ficaria sob sua guarda. O Bàbáláṣẹ Paulo decidiu então colocar a venda a propriedade onde se encontrava a Ilé Àṣẹ Alá Déí  para cuidar da saúde e dar melhores dias de vida a Ìyálórìṣà Raimunda devido a grande dificuldade financeira, porém a mesma o impediu de vender a propriedade pois queria que a Ilé Àṣẹ Alá Déí e o trabalho iniciado por ela tivesse continuidade.


Após mais um AVC, o Bàbáláṣẹ Paulo respondeu a obrigação de 7 anos na presença da Ìyálórìṣà Raimunda, que mesmo já tendo perdido a fala, passou a liderança da casa ao mesmo. Apesar das dificuldades e com os movimentos reduzidos, ela colocou o hunjeve no pescoço do Bàbáláṣẹ Paulo. Vale comentar sobre um momento marcante para os presentes que foi quando a Ìyálórìṣà Raimunda tentou jogar pétalas de flores sobre o Bàbáláṣẹ Paulo, mesmo com grande dificuldade de movimentos. Após a sua obrigação de 7 anos, Ọlọ́run (Deus) e os Òrìṣà o agraciaram, assim como toda a Ilé Àṣẹ Alá Déí, com dias melhores.


Após o falecimento de Ìyálórìṣà Raimunda, em 14 de junho de 2007, o Bàbáláṣẹ Paulo decidiu fechar a casa, a qual permaneceu sem atividades durante um ano e três meses. Várias Ìyálórìṣà e Bàbálórìṣà falavam que ele deveria reabrir a casa, o qual não o fez.
Nessa época, o Bàbáláṣẹ Paulo e o Bàbálórìṣà Daniel foram convidados a participar de uma Festa de Èṣù na casa do Bàbálórìṣà Mário Júnior Ọ̀ṣọ́ọ̀sì. Somente o Bàbáláṣẹ Paulo compareceu. O Èṣù que trabalha com o Bàbálórìṣà Mário Júnior, "Seu" 7 facadas, pediu então que fosse chamar o Bàbálórìṣà Daniel. Este pediu para dizer que não iria. Èṣù mandou então que voltasse com seguinte recado: "Se ele não vier, eu vou buscá-lo!". O Bàbálórìṣà Daniel então decidiu ir e ao chegar na presença dele, Èṣù disse a ele e ao Bàbáláṣẹ Paulo coisas que somente eles sabiam e finalizou dizendo para que eles reabrissem a Ilé Àṣẹ Alá Déí. E assim foi feito.

Ogá Nadinho Ṣàngó então passou a ser o responsável pelas obrigações do Bàbáláṣẹ Paulo, enquanto o Bàbálórìṣà Bude Ọya ficou responsável pelas obrigações de Bàbálórìṣà Daniel. Bàbálórìṣà Bude Ọya então passou a contribuir intensamente para que o sonho da Ìyálórìṣà Raimunda, já dito pelos Órìṣà, se concretizasse ao transformar o então Ìyáwô Daniel em um sacerdote e receber o Oyè (Deká - Título) de Bàbálórìṣà.


A Ilé Àṣẹ Alá Déí nos dias de hoje

Foto atual da fachada da Casa

Grande da Ilê Axé Alá Déí

A Ilé Àṣẹ Alá Déí atualmente conta com mais de 70 filhos em Salvador e outras cidades da Bahia, em São Paulo, Portugal, Suíça e Irlanda. É uma casa que tem Ọlọ́run (Deus) como o ser supremo e cultua os Òrìṣà (Orixá), Nkise (Inkise) e Vodun (Vodum) de uma forma séria, honesta e respeitosa, não visando lucros monetários e sim visando o bem estar pessoal e espiritual dos seus filhos e dos que a procuram na pessoa do Bàbáláṣẹ Paulo e Bàbálórìṣà Daniel. É uma casa, graças a Ọlọ́run e aos Òrìṣà, que tem a graça de ser procurada pelas pessoas e não procurar as pessoas, de se doar sem pensar em receber.

É filiada a Federação Nacional de Culto Afro Brasileiro (antiga Federação Bahiana de Culto Afro Brasileiro) sob o nr 220. Todas iniciações, obrigações, recolhimentos, saídas e se for o caso o anúncio de Oyè (Deká - título) do filho são registradas na citada federação, documentado e arquivado.

Acompanha a evolução dos tempos não esquecendo jamais das suas raízes, práticas e ensinamentos transmitidos pelos mais velhos. Seu pensamento é que nada e nenhuma tecnologia substirui a simplicidade de desfiar o màrìwò (mariuô) ou moer o feijão fradinho para fazer o àkàrà (acará). A simplicidade do Candomblé é praticada e vista na Ilé Àṣẹ Alá Déí, como era e deve ser. "Não pensamos em nos produzir, em luxo e "inventar" ou "reiventar" coisas no Candomblé. Pensamos em cultuar a Ọlọ́run (Deus) e aos Òrìṣà (Orixá) como deve ser feito.", afirmam o Bàbáláṣẹ Paulo e o Bàbálórìṣà Daniel.

A Ilé Àṣẹ Alá Déí não possui vínculo algum com nenhuma outra Casa de Candomblé ou de outra religião e não possui página oficial no Facebook.